The Two Cultures
A união da cultura literária e da cultura científica ainda não é facilmente assimilável pelas esferas pensantes.
A 7 de Maio de 1959, Charles Percy Snow dirigiu-se à audiência da Casa do Senado em Cambridge e proferiu a lição intitulada “As duas culturas e a revolução científica”. C.P. Snow, o cientista com uma produção literária invejável, ganhou uma notoriedade imbatível nesses 60 minutos onde lançou a expressão “duas culturas”.
A divisão entre os “intelectuais literários”, como lhes chamava Snow e os cientistas acentuou-se ao longo dos tempos, atingindo, por vezes, o conflito.
Snow frisou a questão da utilização do termo intelectual como um privilégio apenas reservado aos humanistas e referiu o estado de incredulidade, daqueles que são considerados muito cultos, face á ignorância literária dos cientistas.
Foi com muita graça que afirmou “Já tenho sido provocado e pergunto então se são capazes de descrever a segunda Lei de Termodinâmica. A resposta é fria e também negativa. No entanto, estou a formular uma pergunta que é como que o equivalente científico de: ‘Já leu alguma obra de Shakespeare?’“
C.P.Snow, homem de grande cultura geral, teve sempre consciência do estado de ausência cultural dos cientistas. Sem desculpar esse aspecto, dizia, no entanto, que até os menos dotados nas áreas das artes e letras tinham a capacidade de reconhecer esse aspecto, ao contrário dos intelectuais literários que se vangloriavam dos seus interesses científicos. Interesses esses que consideravam menores e sem qualquer pertinência.
O texto de Snow mantém-se à venda sob a chancela da Cambridge University Press com o título The Two Cultures.
O que fica pendente deste confronto é a realidade com que nos deparamos diariamente: obras de Carl Sagan, Stephen Jay Gould ou de António Damásio, tornam-se best-sellers num curto espaço de tempo, abrindo a ciência às sociedades e ao funcionamento das mesmas. Os autores debatem publicamente as temáticas científicas com o público, a ciência ganha o espaço devido e impõem-se na vida cultural moderna.
Será que a união entre as duas culturas está mais próxima?
A união da cultura literária e da cultura científica ainda não é facilmente assimilável pelas esferas pensantes.
A 7 de Maio de 1959, Charles Percy Snow dirigiu-se à audiência da Casa do Senado em Cambridge e proferiu a lição intitulada “As duas culturas e a revolução científica”. C.P. Snow, o cientista com uma produção literária invejável, ganhou uma notoriedade imbatível nesses 60 minutos onde lançou a expressão “duas culturas”.
A divisão entre os “intelectuais literários”, como lhes chamava Snow e os cientistas acentuou-se ao longo dos tempos, atingindo, por vezes, o conflito.
Snow frisou a questão da utilização do termo intelectual como um privilégio apenas reservado aos humanistas e referiu o estado de incredulidade, daqueles que são considerados muito cultos, face á ignorância literária dos cientistas.
Foi com muita graça que afirmou “Já tenho sido provocado e pergunto então se são capazes de descrever a segunda Lei de Termodinâmica. A resposta é fria e também negativa. No entanto, estou a formular uma pergunta que é como que o equivalente científico de: ‘Já leu alguma obra de Shakespeare?’“
C.P.Snow, homem de grande cultura geral, teve sempre consciência do estado de ausência cultural dos cientistas. Sem desculpar esse aspecto, dizia, no entanto, que até os menos dotados nas áreas das artes e letras tinham a capacidade de reconhecer esse aspecto, ao contrário dos intelectuais literários que se vangloriavam dos seus interesses científicos. Interesses esses que consideravam menores e sem qualquer pertinência.
O texto de Snow mantém-se à venda sob a chancela da Cambridge University Press com o título The Two Cultures.
O que fica pendente deste confronto é a realidade com que nos deparamos diariamente: obras de Carl Sagan, Stephen Jay Gould ou de António Damásio, tornam-se best-sellers num curto espaço de tempo, abrindo a ciência às sociedades e ao funcionamento das mesmas. Os autores debatem publicamente as temáticas científicas com o público, a ciência ganha o espaço devido e impõem-se na vida cultural moderna.
Será que a união entre as duas culturas está mais próxima?
