quinta-feira, 3 de setembro de 2009

ciência da engenharia - um engraçado caso perdido, quase tão perdido como a ciência da arte...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sociu+Logos
Sociologia, do latim (sociu-) e do grego (logos), representa o estudo das bases da pertença social ou a análise da estrutura das relações sociais, constituídas por sua vez pela interacção social. Parece insuficiente uma caracterização tão sumária para um conceito tão lato, com um universo de perspectivas tão diverso.
Com uma herança filosófica e política tão complexa, o termo sociologia surge a partir da correspondência de A. Comte em 1824 e da sua obra Cours de Philosophie Postive (1838). Para o autor, esta ciência da sociedade ocupa o primeiro lugar na hierarquia das ciências.
Mas nem Comte, nem Spencer, equacionaram a existência competitiva de outras ciências sociais. Ambos defenderam que a civilização como um todo é o objecto da sociologia. Nas suas obras esteve sempre presente a preocupação em descrever as origens e o desenvolvimento da civilização e das suas principais instituições.
Se a sociologia é a disciplina que contribui para o conhecimento e compreensão das sociedades modernas através de estudos empíricos, então estará certamente relacionada com o desenvolvimento de outras disciplinas como a história, a filosofia ou a economia, sendo particularmente sensível aos dilemas da civilização actual.

A arte e a ciência relacionam-se num cenário onde está representado o espectro da sociedade e onde ambas actuam compulsivamente à procura de atenções. Por tal, a reflexão da forma como os vários intervenientes sociais se associam e encenam os seus actos é essencial para esclarecer, de forma eficaz, o reconhecimento dos aspectos comuns partilhados pelo duo arte/ciência.
A partir deste pressuposto iniciarei, ao longo do tempo, curtas abordagens às temáticas que abraçam a sociedade e que a moldam, moldando igualmente a sua intervenção global.

quarta-feira, 13 de maio de 2009



SIMBIONTES – A Arte e a Ciência por uma boa causa

O Projecto Simbiontes nasceu em 2008 pela mão da Associação Viver a Ciência. O objectivo centrou-se na angariação de fundos para a investigação básica do cancro em Portugal. Foi com este intuito que esta Associação construiu uma aliança com o Instituto Português de Oncologia e com a escola de arte AR.CO. A aliança entre todos desenhou um programa que permite às crianças em ambulatório, uma incursão ao mundo da arte e da ciência.

O conto de Sophia de Mello Breyner Andresen “A Menina do Mar” serviu de base às oficinas criativas e pedagógicas (que terminaram no passado mês de Abril). O plano traçado para estes encontros passou inicialmente pela narração do conto, seguido das oficinas científicas sobre personagens marinhas e habitats. Posteriormente as crianças seguiram para o capítulo da expressão plástica onde puderam realizar actividades no âmbito da pintura, escultura, gravura e tudo mais que a criatividade de cada uma ditou.
Os trabalhos serão leiloados e o valor obtido reverterá para o financiamento de investigação básica na área do cancro em Portugal. Por outro lado, será editado um livro, ilustrado a partir destes trabalhos artísticos, onde serão incluídos conceitos científicos (A arte e a ciência!). O livro será vendido ao público e as receitas reverterão mais uma vez a favor da mesma causa.
A parceria da Arte e da Ciência pode sempre ir mais além...

http://www.viveraciencia.org

sábado, 2 de maio de 2009

Mais uma vez o Dia da Terra...

Está fantástico!

segunda-feira, 27 de abril de 2009


Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa apresenta conferência sobre Arte e Ciência
A terceira conferência do Ciclo “Medicina: Modos de Vida” traz a Lisboa Nancy Andreasen, no dia 28 de Abril, às 18h., na Fundação Calouste Gulbenkian. A médica psiquiatra e neurocientista norte-americana é pioneira na investigação sobre criatividade e apresenta uma conferência que combina as culturas artística e científica.
A capacidade de desenvolver ideias novas, originais e belas, apesar de ser um dos mais importantes traços cognitivos que o Homem apresenta, continua a ser pouco estudado pela ciência.
Nancy Andreasen, investigadora norte-americana, estuda precisamente esse aspecto a nível do cérebro humano, sendo reconhecida como uma das maiores especialistas mundiais em investigação sobre criatividade.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

EARTH DAY 2009

O Dia da Terra foi criado em 1970, pelo Senador norte-americano Gaylord Nelson, o homem que convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. A partir de 1990, o dia 22 de Abril foi adoptado mundialmente como o Dia da Terra.
A organização internacional
Rede Dia da Terra coordena eventos e actividades a nível mundial na celebração deste dia.



quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fantástico

Este modelo molecular que mostra o RNA e os componentes proteicos em formato de fita é por si só um elemento artístico. Claramente a ciência com aptidões artísticas.




quinta-feira, 2 de abril de 2009

Uma experiência a reter
Programa Rede de Residências: Experimentação Arte / Ciência e Tecnologia
O programa que resultou de uma cooperação entre a DGArtes/Ministério da Cultura e o Ciência Viva, pretendeu criar uma plataforma de trabalho e investigação entre artistas e cientistas.
Através de um processo de intercâmbio entre as áreas científicas e tecnológicas e as áreas artísticas, foi construído um projecto que, por um lado, proporcionou aos artistas a exploração de territórios artísticos e estéticos através da utilização de ferramentas próprias da investigação científica e tecnológica. Por outro lado, os cientistas puderam, através de ferramentas de investigação artística e estética, explorar os territórios científicos.
Tudo se resume a um conjunto de entidades científicas que acolheram, como residentes, artistas de diferentes áreas. Estes artistas ao contactarem com estas fábricas de ciência, desenvolveram projectos artísticos de carácter experimental, transversais às várias disciplinas.
Durante o ano de 2008 decorreu a apresentação do programa.
Deixo aqui o link com as informações.

http://www.dgartes.pt/arteciencia/Index.htm

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ainda a Cultura Científica…
Suponho que o tempo em que a expressão cultura científica causava perplexidade, já estará ultrapassado. A partir do momento em que a ciência é desmistificada, passa definitivamente a integrar o conceito de cultura. Se pensarmos ainda que o desenvolvimento científico é um processo cultural, somos forçados a assumir que estabelece, através da produção, da difusão, da dinâmica social do ensino e da educação, uma relação bilateral entre as pessoas e os valores culturais e históricos.

O acto de pensar implica um dos dois caminhos…
"Onde o mundo cessa de ser a cena das nossas esperanças e desejos pessoais, onde podemos encará-lo como seres livres, admirando, perguntando, observando, aí entramos nos domínios da arte e da ciência. Se o que é visto e experimentado é mostrado com a linguagem da lógica, estamos «engajados» em ciência. Se é comunicado através de formas cujas conexões não são acessíveis à mente consciente, mas são reconhecidas intuitivamente como importantes, então estamos «engajados» na arte.” Einstein

terça-feira, 31 de março de 2009

The Two Cultures

A união da cultura literária e da cultura científica ainda não é facilmente assimilável pelas esferas pensantes.
A 7 de Maio de 1959, Charles Percy Snow dirigiu-se à audiência da Casa do Senado em Cambridge e proferiu a lição intitulada “As duas culturas e a revolução científica”. C.P. Snow, o cientista com uma produção literária invejável, ganhou uma notoriedade imbatível nesses 60 minutos onde lançou a expressão “duas culturas”.
A divisão entre os “intelectuais literários”, como lhes chamava Snow e os cientistas acentuou-se ao longo dos tempos, atingindo, por vezes, o conflito.
Snow frisou a questão da utilização do termo intelectual como um privilégio apenas reservado aos humanistas e referiu o estado de incredulidade, daqueles que são considerados muito cultos, face á ignorância literária dos cientistas.
Foi com muita graça que afirmou “Já tenho sido provocado e pergunto então se são capazes de descrever a segunda Lei de Termodinâmica. A resposta é fria e também negativa. No entanto, estou a formular uma pergunta que é como que o equivalente científico de: ‘Já leu alguma obra de Shakespeare?’“

C.P.Snow, homem de grande cultura geral, teve sempre consciência do estado de ausência cultural dos cientistas. Sem desculpar esse aspecto, dizia, no entanto, que até os menos dotados nas áreas das artes e letras tinham a capacidade de reconhecer esse aspecto, ao contrário dos intelectuais literários que se vangloriavam dos seus interesses científicos. Interesses esses que consideravam menores e sem qualquer pertinência.

O texto de Snow mantém-se à venda sob a chancela da Cambridge University Press com o título The Two Cultures.

O que fica pendente deste confronto é a realidade com que nos deparamos diariamente: obras de Carl Sagan, Stephen Jay Gould ou de António Damásio, tornam-se best-sellers num curto espaço de tempo, abrindo a ciência às sociedades e ao funcionamento das mesmas. Os autores debatem publicamente as temáticas científicas com o público, a ciência ganha o espaço devido e impõem-se na vida cultural moderna.
Será que a união entre as duas culturas está mais próxima?

domingo, 22 de março de 2009

Dia Mundial da Água
E porque este blog nasce no Dia Mundial da Água fica aqui a hipótese de calcularem o vosso consumo de água.
Este é o simulador de consumo da EPAL.